segunda-feira, 14 de junho de 2021

14 de junho: Mariátegui e Guevara

 


Hoje comemora-se o aniversário de dois dos grandes nomes da América Latina e de toda a história. Carlos Mariátegui, comunista peruano, e Ernesto "Che" Guevara, comunista argentino, completam anos de existência. 


Mariátegui, uma das figuras mais lidas da América Latina, como diria Abimael Guzmán, era um "marxista-leninista integral", e como tinha de ser foi "combatido em vida, foi negado", e completa: "Mariátegui, o maior marxista que a América deu até hoje, nos deixou sua maior obra na conformação do Partido Comunista do Peru. Nós compreendemos muito bem o que implicou para o Partido sua perda, porém deve ficar claro que ele deu sua própria vida por solidificar sua grande obra; fundar o Partido levou-lhe a vida, é o que queremos dizer."


Na obra "Ponto de vista Anti-imperialista", Mariátegui, no afã do desejo de lutar pela libertação dos oprimidos e explorados latino-americanos e na certeza da necessidade da compreensão científica, ele afirma: "Em suma, somos antiimperialistas porque somos marxistas, porque somos revolucionários, porque contrapomos ao capitalismo o socialismo como sistema antagônico, chamado a sucedê-lo, porque na luta contra os imperialismos estrangeiros cumprimos nossos deveres de solidariedade com as massas revolucionárias (...)".


Che, fervoroso apaixonado pelo povo, aguerrido guerrilheiro, sem jamais perder a ternura, foi um dos líderes da Revolução Cubana de 1956-59, revolução nacional e anti-imperialista que marcou o século XX, por confrontar diretamente os mandos norte-americanos em um país de analfabetos, pobres miseráveis e camponeses sob trabalho servil. 


No seu profundo amor e entendimento histórico de organização do campesinato, nos deixa uma declaração poética e combativa sobre a necessidade de atrelar a luta revolucionária com essa classe, para dar cabo os processos emancipatórios de nação. No texto "Notas para o Estudo da Ideologia da Revolução Cubana", Che afirma: "O camponês lhe dá seu vigor, sua capacidade de sofrimento, seu amor à terra, sua fome de reforma agrária. O intelectual de qualquer tipo põe seu pequeno grão de areia iniciando um esboço de teoria. 


O operário dá seu sentido de organização, sua tendência inata de reunião e unificação. Acima de tudo isso está o exemplo das forças rebeldes que já tinham demonstrado ser muito mais que um “espinho irritante” e cuja lição foi estimulando e levantando as massas até que perderam o medo aos verdugos. Nunca antes foi para nós tão claro como agora o conceito de interação. Pudemos sentir como essa interação amadurecia ensinando-nos a eficácia da insurreição armada, a força que tem o homem quando, para defender-se de outros homens, tem uma arma na mão e uma decisão de triunfo nas pupilas; e os camponeses mostrando artimanhas da serra, a força que é necessária para viver e triunfar ali e as doses de vontade, de capacidade, de sacríficio que se necessita para poder levar adiante o destino de um povo." 


Ambos estão cravados em nossos imaginários, nossas almas e, certamente, enquanto compromisso histórico, nas nossas ações. 




VIVA CARLOS MARIÁTEGUI !
VIVA ERNESTO CHE GUEVARA !

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