sábado, 3 de abril de 2021

Sobre o Anticomunismo: parte I:


 

Anticomunismo enquanto propaganda financiada pelas classes dominantes, sendo fundamental em manter a ordem:

As características do financiamento das classes dominantes na propaganda anticomunista comporta uma das lógicas mais fundamentais para se compreender o fenômeno do anticomunismo. A ideologia dominante, lê-se burguesa, se dissemina eficazmente nas formais institucionais, como nas escolas, nas universidades, nos monopólios de mídia, nas instituições religiosas etc. O trabalhador, enquanto ser social, é “bombardeado” através desta hegemonia na superestrutura acerca da concepção individualista, meritocrática, obscurantista, negacionista, racista e machista, de desinformação, de mentiras e, principalmente, de um ódio à ideologia científica e revolucionária produzida no seio da luta de classes que visa a libertação do próprio proletariado na aliança operário-camponesa.

Este financiamento dos conglomerados, monopólios e organizações do imperialismo visa, também, em fazer com que os oprimidos sejam entorpecidos das características mais pútridas da classe dominante, não sendo capazes de observar horizonte além da própria decadência imposta, do próprio modo de coisas. Precisa-se, estes capitalistas, imperialistas, colonizadores, criarem uma rede de controle sobre os oprimidos e explorados, em geral, aplicando formas de subordinação das suas ações e, em consequência, no seu modo de pensar.  

Mentiras como “os chefes do proletariado assassinaram números estrondosos”, porém sempre incertos; de que as experiências socialistas foram “autocracias”, “regimes militares” em abstrato, ou “ditaduras”, sem compreender tal categoria, são ditas e desditas por membros das classes oprimidas e exploradas, sem nem ao mesmo conhecer tal história de luta e de conquistas, sem estudá-la afinco, sem debater além do que é disseminado ao senso comum, sem saber dos avanços históricos determinados por tal batalha frente ao capital (nunca transmitidos nos monopólios de mídia, lê-se, “O Globo”, “O Estadão”, “Folha de São Paulo”, “TV aberta” etc.), a conquista do poder pelo proletariado e a derrocada do modo burguês de existência, as conquistas emancipadoras para a classe trabalhadora e, principalmente, as garantias de existir politicamente e culturalmente, únicas na história, auferidos, no socialismo, às camadas populares.

Os sofrimentos a que estão submetidos os explorados, a rotina de desgaste, a incerteza da alimentação, as humilhações constantes, a tomada de suas moradias e terras, o ínfimo salário e as péssimas condições de manter-se vivo, as formas mais precarizadas e degradantes possíveis, perseguições e assassinatos diuturnos; no atual contexto: O boicote às vacinas promulgando um morticínio diário dos trabalhadores, a uberização dos serviços, a aprovação de leis contra os trabalhadores, o enriquecimento de banqueiros, grandes empresários e latifúndio à custa da vida de nossa gente, aproveitando ao máximo a crise sanitária, decorrente da crise do capital, são o que estamos vivendo sob o regime do capital, e não sobre o regime socialista.  

Todas essas realidades são elementos presentes na vida dos favelados, dos trabalhadores formais e informais, dos camponeses, ribeirinhos, quebradeiras de coco, indígenas, quilombolas; são opressões reais, materiais, atuais do capitalismo e importantíssimas para a ordem burguesa.

Nesta crise do capitalismo burocrático, no recrudescimento das forças reacionárias, no genocídio perpetrado por Bolsonaro e Generais e financiado pelas classes dominantes, é colocado, por estes canalhas e assassinos ignóbeis, o pavor que possuem do comunismo e do socialismo, citando-o constantemente como “male incontornável” que para eles é a democracia popular, a única capaz de destruir completamente este gerenciamento, esta ditadura da burguesia.

Colocamos aqui, que de fato, possuem razão neste sentido: A democracia popular é o fim das benesses, dos privilégios e regalias, da audácia de uma minoria, que perfila todo o sistema a mover-se conforme sua ideologia de dominação da sociedade.    

Os comunistas, os verdadeiros democratas devem, necessariamente, saudar os combatentes, os oprimidos e explorados, e os chefes do proletariado, que conceberam a teoria científica e revolucionária do proletariado, abdicando das elucubrações, dos sentimentos ególatras e do louvor exacerbado da “reflexão” invés da prática combativa e deram seu suor e sangue nos campos de batalha, sua vida pela emancipação do jugo pérfido do capital e do latifúndio. Como diria o chefe do proletariado internacional, Karl Marx, no livro “A ideologia alemã”: “[...]Na realidade, para o materialista prático, isto é, para o comunista, trata-se de revolucionar o mundo existente, atacar e transformar praticamente as coisas existentes.”

Desde já, conclamar a importância de organizações que, através de guerras populares, tentam estabelecer uma nova ordem ao caos arquitetado pelas classes dominantes na atualidade (ocultados pelas organizações revisionistas, oportunistas e reformistas), derrotando o poder burguês e as forças imperialistas, como o PCI (Partido Comunista da Índia-Maoísta), PCF (Partido Comunista das Filipinas-Maoísta), TKP (Partido Comunista da Turquia- Marxista/Leninista), PCP (Partido Comunista do Peru), que combatem todo o revisionismo de seus países e proclamam duras perdas aos algozes de classe.

Tuíte do fascista Bolsonaro, onde compartilha um vídeo da LCP onde os camponeses resistem a uma ação de despejo truculento, grupo este considerado "criminoso" e "terrorista" pelos agentes do Velho Estado. Mais informações no Jornal A Nova Democracia


Reforçar, também, os avanços inenarráveis na luta revolucionária em nossa semicolônia, em especial, a que destrói o latifúndio e cria o embate direto com as forças da reação, como a LCP (LIGA DOS CAMPONESES POBRES), que hasteiam a bandeira vermelha por onde passam, que consolidam territórios e uma nova forma de poder através da aliança operário-camponesa, e também o jornal democrático “A Nova Democracia”, que serve de linha, de formação, de instrução teórico-prático aos comunistas e democratas em todo o Brasil, ajudando na unificação de nossos deveres e ações.  

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