domingo, 18 de abril de 2021

O parlamento, Senado Federal, Câmara dos Deputados são a casa dos vagabundos de pior estirpe!

 


Na ignominiosa e previsível crise do capitalismo burocrático, atrelado à crise sanitária do Covid, pôde-se presenciar aquilo que as massas populares e os verdadeiros democratas atestam há anos e anos de resistência pela vida e luta contra o sistema que é: a completa farsa oligárquica, repulsivos sanguinolentos do Parlamento, da Câmara dos Vagabundos, do Senado e das ademais instituições burguesas, inimigas do povo, que justificam e solidificam a suposta “ordem”.

Não apenas aceitam, mas incentivam a cada voto, a cada debate sigiloso na calada da noite, a cada posição estapafúrdia, a cada ação ignóbil destes senhores, é demonstrado a subserviência ao latifúndio, aos grandes empresários e banqueiros, abraçando o genocídio perpetrado sobre as massas de trabalhadores formais e informais, aposentados, camponeses, quilombolas e indígenas, e sobre os estudantes.


As mais novas votações são como sempre contra a vida do povo trabalhador. Os liberais formados por instituições ligadas ao imperialismo (anteriormente aclamadas pela falsa esquerda que hoje grita “esses filhos não são nossos”), como Tabata Amaral, aprovam as votações anti-povo com uma tranquilidade, com uma calmaria que chega a impressionar, apesar da contrariedade de meia dúzia, que até podem sentir as dores do povo, de contrariar-se com veemência, mas de nada adianta, no dia seguinte, mais uma votação passa e acaba com mais um direito conquistado a duras penas. 

Não há possível renovação nesta putrefata ordem, o descrédito popular para com essas estruturas carcomidas do Velho-Estado é gritante, basta apenas observar os índices de boicote, de votos nulos e abstenções que aumentam vertiginosamente a cada eleição. Isso não é uma circunstância aleatória, basta dialogar com o povo nas periferias, nas ocupações urbanas, debaixo das pontes, com os famintos e famélicos, naqueles perseguidos pelo latifúndio, se em algum instante acreditaram ou acreditam sequer um segundo na audácia destes senhores seus “representantes” que vestem os paletós para “defender a honradez popular”, que defendem a “democracia” em abstrato, que vivem nas mordomias e privilégios. 

A grande questão que devemos compreender é quais as razões que levam as organizações que se dizem de esquerda, socialistas ou comunistas, não usarem esse descrédito popular, esse ódio de classe do povo para com a ditadura das classes dominantes para impulsionar ferrenhamente um projeto verdadeiramente popular, democrático e revolucionário.

 Ao contrário desta reflexão, na prática, essas organizações e partidos dirigistas, oportunistas e revisionistas tentam fazer o povo acreditar na democracia burguesa, tentando convencer as massas de que “basta votar correto”, “de que representações mudam a estrutura”, “de que podemos revolucionar a Velha-Ordem usando seus aparelhos”. A renovação que estes indivíduos conclamam como solução para os problemas da ordem burocrática (normalmente os dirigentes e figuras cativas destas organizações e partidos), não passa de “salgar carne podre”. A história comprovou e comprova isso!

É de fato esdrúxulo, podre e, mais importante, reacionário.  

 Como afirma enfaticamente o grande pensador do povo, o companheiro Fausto Arruda:

 

Eis aí a direção com que o parlamento brasileiro tentará dar sobrevida à velha democracia de latifundiários e grandes burgueses, serviçais do imperialismo, principalmente ianque. Garantindo a política de subjugação nacional gerenciada por Bolsonaro, governo tutelado pelas Forças Armadas e monitorado pela Embaixada do USA.

 Vale salientar que, ao engalfinhar-se em luta por garantir “lugarezinhos rendosos” da mesa diretora das duas casas do Congresso, o oportunismo da pseudo-esquerda só deu uma demonstração a mais de estar completamente integrada nesta velha e podre democracia das classes dominantes. Não basta para eles fazerem parte da farsa eleitoral, eles têm que se curvar ao ponto de se ensebar com o rebotalho apodrecido da velha oligarquia. Não passam de enganadores e mistificadores das massas e acabarão por encolher, pois que tais práticas já são delas conhecidas.

Aí está, não há renovação alguma da política que não seja a renovação de indivíduos à caça do enriquecimento próprio. Não há reforma que possa encobrir a podridão deste sistema político latifundiário-burocrático, nem moralizá-lo, menos ainda salvá-lo. O atual governo foi eleito por uma minoria de eleitores e mais de 42 milhões rechaçaram esta farsa. As transformações necessárias que a imensa maioria do nosso povo anseia e busca não podem ser alcançadas através deste sistema. Cada ato e cada dia deste governo só deixará mais patente que, mais do que nunca, a luta de classes do nosso povo não passa por este chafurdeiro.

Enganam-se aqueles que acham que a resistência dos trabalhadores do campo e da cidade ficará restrita a este apodrecido antro legislativo. O principal da luta dos trabalhadores será nas ruas para impedir a retirada de direitos conquistados e para garantir o direito à terra por parte dos camponeses sem terra e com pouca terra e dos povos indígenas e quilombolas. E são estas lutas tormentosas e inevitáveis que desmascararão, passo a passo, as mentiras e insídias deste governo latifundista, anti-operário, obscurantista e vende-pátria.

 Por isto mesmo a conquista de uma Nova Democracia que garanta terra aos camponeses, direitos para todo nosso povo e uma verdadeira independência nacional só é possível pela via revolucionária, pela rebelião popular.

 

POR ISTO, DEFENDEMOS A REBELIÃO POPULAR!


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