quinta-feira, 22 de abril de 2021

NOTA PÚBLICA:


O COMBATE agradece às inúmeras manifestações de solidariedade e apoio prestadas por militantes sociais, movimentos e entidades do país inteiro ao companheiro André Moreno, contra a detração de sua imagem e do coletivo, em especial às organizações fielmente comprometidas com a luta revolucionária no Brasil: Mangue Vermelho, Revista Amigo do Povo, o Grupo de Estudos Ao Povo Brasileiro - GEAPB, Associação Comunitária Santa Maria I. 

No que diz respeito ao ocorrido, relatado na carta pública do companheiro, repudiamos mais uma vez as tentativas de espalhar mentiras e difamações entre o povo, perturbando o seu senso ético e político.

O Coletivo mais uma vez reafirma que o seu compromisso consiste em ajudar na resolução das angústias que surgem no seio do povo e colaborar no esclarecimento das suas dúvidas e indignações, tratando sempre de debater de forma clara e transparente toda questão que diga respeito ao seu direito, a fim de que não paire um clima de incerteza e disse-me-disse.

Fazendo de tudo para desenvolver essa unidade em luta, não nos furtamos ao diálogo franco e aberto, nem de acirrar o debate, se necessário for, quando os inimigos políticos, em suas diversas táticas, quiserem aninhar-se nas controvérsias. 

Distinguimos, assim como feito na carta do companheiro, entre as angústias das massas desorganizadas (em especial da base estudantil), ainda que críticos de certa impetuosidade e julgamento precipitado; e os interesses sabotadores do oportunismo. Enquanto as massas têm o legítimo direito de exigir, cobrar e lutar pela fiscalização seja qual for a causa; os oportunistas assumem o papel que lhes cumpre desde sempre, de provocar divisão no seio do povo, para se servir da velha ordem. Para o primeiro, o método democrático, para o segundo, o escárnio.

Lobos em pele de cordeiros, sorriem para o povo, numa tentativa de esconder seus criminosos interesses; como diversionistas, põem lenha na fogueira, distorcendo fatos e acontecimentos, com o único objetivo de tentar desmoralizar e boicotar os movimentos combativos independentes e suas lideranças. Sempre colocando povo contra povo, o propósito é dividir a juventude, dificultar a elevação de sua consciência, criar obstáculos à sua politização e destruir suas organizações combativas, numa forma de dar conta da função que seus chefes e burocratas no velho Estado lhes incumbiram. 

Mas não cumprem apenas essa função. Tentam manter a todo custo as massas nos seus grilhões, com palavras doces, ofertando açúcar, para desviar o foco dos crimes e fanfarras do velho Estado. Aproximam-se das massas para delas se aproveitarem, para corrompê-las e para isso precisam desmoralizar lideranças e organizações que se põem no seu caminho, disputando e questionando sua influência.

Não à toa que um caso não-existente, resolvido rapidamente através de uma carta pública, ganha repercussão e visibilidade nacional por impulsionamento do oportunismo; uma vez que os detratores locais são confrontados e desmascarados no seu acossamento ao companheiro André, correm a pedir socorro dos seus lugares-tenentes, representantes  medíocres de contas cartoriais com fachada de movimento estudantil.

A tática do oportunismo é e sempre será a mesma: usar, em favor da desmobilização, demandas e reivindicações legítimas. Primeiro provocam. Quando o fato é esclarecido, distorcem. Quando são questionados, começam a perseguir. Desmascarados, mudam de posição. Confrontados, começam a gritar e vitimizarem-se até não restar outra alternativa que não seja dar às mãos a seu parceiro de farra do botequim do esgoto: o fascismo!

O peleguismo como órgão essencial para a manutenção e mantenimento da fanfarra do velho estado, busca a todo custo desmoralizar lideranças e organizações de fato comprometidas com a luta revolucionária, e a exemplo disso toma-se o cerco nacional que representantes dos velhos e apodrecidos movimentos estudantis fizeram através da manipulação dos fatos e perseguições camufladas de simples posicionamentos. A tática fascista adotada pelo oportunismo na tentativa de desarticulação de uma organização combativa se supera a ponto de se utilizarem de defesas, que tentaram até fazer com que se passasse de forma despercebida, mas que pode-se observar nitidamente o caráter eugenista do objeto de defesa de seu atual e maleável argumento. Ora, a quem serve o interesse de negar em um país formado pela miscigenação o direito a autodeclaração em relação a sua própria etnia? Em momento algum se nega que as cotas raciais devem ser preenchidas pelas pessoas racializadas, mas a autodeclaração em relação a etnia é um direito de qualquer cidadão brasileiro. Socorrem-se das táticas fascistas, sabendo que sofrerão revés a longo prazo, na tentativa de justificar o soldo pago e cristalizar sua hegemonia a todo custo; mesmo se para isso seja necessário a desarticulação ou corporatização das organizações combativas, a perseguição das lideranças surgidas da luta popular e a desmobilização das massas.

Esses que hoje se indignam e se arvoram “intransigentes defensores do direito do povo” não tiveram a mesma disposição de lutar quando os moradores da comunidade do Cajueiro estavam sendo brutalmente despejados de suas terras a mando do patrão da manada de pelegos. Na ocasião, os envergonhados, minoria, se esconderam. Os mais atrevidos, como sempre, colocaram em dúvida a origem da comunidade, sua forma de organização, além de espalharem mentiras sobre a luta da população a nível nacional.

Para concluir o serviço de quinta coluna, não tiveram a menor cerimônia de sujar suas mãos com as lágrimas do povo, enquanto assistiam cantantes as casas, roças e locais de culto da comunidade sendo destruídos. 

Quem se esquece do que tentaram fazer, quando em manifestação pública contra os ataques à educação pelo governo federal, monopolizaram a pauta, não atenderam às demandas da juventude ludovicense, que desde o início se solidarizou e apoiou a luta da comunidade do Cajueiro, tentando impedir que o povo da comunidade tivesse o direito a expor publicamente a perseguição sofrida pelo chefe estadual do governo?

Como a ação fracassou, tentaram esvaziar o ato, fato que foi percebido por quem ali estava, que se dirigiu em marcha às portas do Palácio dos Leões para dali fazer suas denúncias e reivindicações, mesmo que cercados por um contingente policial de guerra, a versão de falange fardada resultante do discurso de “frente ampla” entre pelegos e fascistas.

Fizeram de tudo para impedir e calar a voz do povo do Cajueiro, fato repetido com tantas outras comunidades camponesas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas no Maranhão, pois o que interessava e interessa aos pelegos em primeiro lugar não é o direito do povo, mas o gerenciamento do velho Estado a qualquer custo... E quando as massas descobrem quem são seus aliados e amigos e resolvem enfrentar o oportunismo e denunciar suas artimanhas, não resta outra alternativa senão correrem para a sua chocadeira: os palácios, posicionando-se ao lado dos leões! 

Aprenderam com o seu parceiro de botequim que se deve usar de todas as práticas necessárias para liquidar o inimigo: difamação, humilhações, assassinato de caráter. Que fique claro: quem insuflou, maquinou e fez de um engano uma “controvérsia” foi, de forma deliberada e orquestrada, o oportunismo ludovicense, se escondendo por detrás de redes sociais, local que restou para sua atuação. O que o importuna é essencialmente a força organizativa independente, a luta incessante e a postura indobrável de lideranças, como reflexo da crescente organização e combatividade das massas. Por isso o desespero do oportunismo em fazer dum não-acontecimento um caso quase que de polícia; desespero que só intensifica sua ação imobilizadora e desarticuladora – em particular aspecto das massas estudantis – e controlar as mesmas através de seu discurso vazio e carcomido, que em essência não leva a cabo seus reais interesses. 

Os oportunistas são, e devem ser considerados hoje mais que nunca inimigos do povo. Seu desespero nada mais representa que o acirramento da luta de classes e da crise do capitalismo burocrático no Brasil e do imperialismo a nível internacional. O medo que sentem quando o povo se organiza faz com que utilizem das formas mais vis, patéticas e degradantes de calúnia, numa tentativa vã de conter o avanço de quem lhes opõe; mas isso só nos prova e reforça a convicção de que estamos no caminho certo: ser atacados pelo inimigo não é algo ruim! Significa que há demarcação – pois que representamos o caminho de luta radical e revolucionária, da libertação de nossa nação do jugo do imperialismo e da construção de um novo mundo, através da Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo!

Reafirmamos mais uma vez a nossa solidariedade e o apoio incondicional ao companheiro André Moreno; nossos agradecimentos a todas as organizações, entidades e indivíduos que lhe prestaram apoio; à juventude que deposita em nossa organização confiança e acredita na causa popular e democrática. Nossa luta é uma guerra sem quartéis contra todos os opressores e exploradores, assim como seus capatazes e porta-vozes.

O oportunismo teme porque não terá mais sossego. No surgimento e fortalecimento de organizações revolucionárias e suas novas lideranças, em alianças que começam a se apoiar cada vez mais, sentem que perdem sua hegemonia conquistada através de traições e negociatas e que chegará o dia do fim de suas fanfarronices, de viver a soldo do velho Estado, de usar dos direitos do povo em proveito próprio, quando enfim serão plenamente desnudados em praça pública.

Nesse dia, que fique claro, as massas não se privarão de julgar aqueles que perseguiram e lançaram pedras no caminho de seu triunfo.

 Não temos medo nem tememos nenhuma perseguição, venha de onde vier, e não recuaremos nenhum milímetro, pois servimos ao povo de todo coração!

 

São Luís, 21 de abril de 2.021,

Coletivo Marxista de Base de Trabalhadores e Estudantes Revolucionários


 

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